terça-feira, 15 de julho de 2014

Momentos...

Momentos...
Em que temos muito que falar ou quando só o silêncio é suficiente...
Em que queremos abraçar ou simplesmente sentir que estás presente...
Em que as risadas surgem das bobeiras faladas ou em que o choro mostra a angústia da alma...
Em que podemos partilhar as coisas boas da vida: comer, beber, dormir, assistir um bom filme...
Em que temos vontade de ir para longe, viajar, apreciar e conhecer lugares nunca antes visitados.
Em que curtimos aquela música que expressa em forma de canção o que nossa alma não consegue expressar com palavras...
Em que sonhamos acordados esperando o dia em que poderemos realizar...
Em que podemos ver o amor de Deus manifesto no sorriso de uma criança ou na lua, sorrindo no céu em uma noite agraciada pelo Criador...
A vida é repleta de momentos que fazem nosso coração pulsar em diferentes batidas regidas pelo grande maestro, nosso Senhor; o Autor dos momentos e da vida.
Jú Cordeiro

terça-feira, 1 de julho de 2014

E agora José? (Baseado em Mateus 1.18-25)

E agora José?
Maria engravidou,
com você não se relacionou,
e quando ela lhe falou,
a noite esfriou,
e agora José?
E agora você?
Você que tem honra,
correndo o risco de ser zombado pelos outros
você que faz suas orações
que ama, o que lhe resta?
E agora, José?

Deixar sua futura mulher,
sem ninguém saber,
para que ela não venha a sofrer
a desonra pública de algo
que não se pode naturalmente compreender,
apenas crer e obedecer.
A noite esfriou,
o dia não veio,
a resposta não veio,
o riso não veio,
parece não ter saída
e que tudo vai acabar
e você terá que partir
e deixar seus sonhos para trás...
E agora, José?

Mas enquanto você meditava
Deus ouvia sua prece
sua oração e jejum,
sua agonia.
E Ele enxerga além
seu caráter de ouro,
sua coerência
sua hombridade – e agora?

Com a resposta nos lábios
o Senhor envia seu anjo
para abrir a aparentemente inexistente
porta da solução;
para secar suas lágrimas de aflição;
para que não mais
você precise deixar nada para trás.
José e
agora?

“Não precisa temer.
Podes como esposa Maria receber
o filho vocês vão ter
e como privilégio conviver
com o menino gerado pelo Espírito
ao qual vocês lhe darão o nome de Jesus
que ao mundo fará conhecer a divina luz...”

Você é justo, José!
Justo pela fé
tornou-se pai terreno
do filho do Deus celestial
por quem você foi provado
e com louvor foi aprovado
e agora pode marchar José!
E adentrar na galeria dos heróis da fé.
Gustavo M. Santos

domingo, 15 de junho de 2014

Quem sou eu [diante de Deus]?!

Quem sou eu
CRIATURA moldada pelo toque Teu
Alvo de tamanho esmero
A quem tudo que eu mais quero
Apresentar-me sempre com um coração sincero

Quem sou eu
Apenas um SERVO Teu
Alguém que busca obedecer ao seu senhor
Vivendo para retribuir tão grande amor
Que em mim transborda em louvor.

Quem sou eu
Que busco ser AMIGO Teu
O qual mesmo sem conseguir ver,
Creio que podes compreender
O mais íntimo do meu ser.

Quem sou eu
FILHO que por direito me concedeu
Quando abri meu coração para Cristo
O Verbo da Vida pelo qual existo
E que pelo Seu sangue por Ti sou benquisto.

Quem sou eu
ADORADOR do único Deus
Que com graça, doçura e misericórdia
Faz-se presente em toda a minha trajetória
Levando-me a caminhar de glória em glória.
Gustavo M. Santos

domingo, 1 de junho de 2014

E mesmo que...

Três jovens fiéis a Deus recebem uma ordem do rei ao qual serviam: se ajoelhar diante de uma estátua – sinal de adoração. Caso não o fizessem, a sentença era pesada: seriam jogados em uma fornalha. Eles desobedecem ao decreto. O rei lhes dá uma segunda chance. A resposta deles encontra-se em Daniel 3.17-18: “Pois, se o nosso Deus, a quem adoramos quiser, ele poderá nos salvar da fornalha e nos livrar do seu poder, ó rei. E mesmo que o nosso Deus não nos salve, o senhor pode ficar sabendo que não prestaremos culto ao seu deus, nem adoraremos a estátua de ouro que o senhor mandou fazer”.
A réplica desses rapazes nos ensina uma grande lição. O que eles disseram demonstra a confiança que tinham no Senhor de suas vidas e a crença no poder que Ele tinha para realizar o impossível – como acontece no desfecho dessa história, quando eles são jogados no fogo, mas miraculosamente não se queimam. Contudo, eles estavam preparados para uma “ausência de intervenção divina”, e isso no conceito deles não tornaria Deus menor ou indigno de tamanha fidelidade, que neste caso, acabaria em morte.
Quais lutas você tem enfrentado? Quais dificuldades tem afligido a sua vida? Tenha uma certeza: Deus pode reverter qualquer quadro negativo. Creia no milagre. Todavia, se a resposta não vier da forma que você espera, creia nAquele que é soberano sobre toda e qualquer situação. Enfim, que possamos aprender com essa história a reagir às circunstâncias contrárias da vida, de forma que aprendamos a orar: “Mesmo que o Senhor não faça aquilo que eu quero e espero; confiarei e descansarei em Teus braços de amor”.
Gustavo M. Santos

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Arrumando a casa

Epitáfio = a inscrição de um túmulo. Uma canção do Titãs com esse título subentende o pensamento de alguém que morre: “Devia ter amado mais, ter chorado mais/ Ter visto o sol nascer/ Devia ter arriscado mais e até errado mais/ Ter feito o que eu queria fazer/ Queria ter aceitado as pessoas como elas são (...) Devia ter complicado menos, trabalhado menos/ Ter visto o sol se pôr/ Devia ter me importado menos com problemas pequenos/ Ter morrido de amor...”.
Adiamos coisas importantes como se fossemos viver para sempre – ou talvez como se soubéssemos que, pelo menos, chegaríamos até uma idade avançada. Porém, não temos esse poder. A Bíblia mostra o relato de um homem a quem Deus lhe dá um aviso sobre o dia em que a cortina da vida se fecharia para ele. Em Isaías 38.1 está escrito: “Naqueles dias Ezequias ficou doente, à beira da morte. O profeta Isaías, filho de Amoz, foi visitá-lo e lhe disse: ‘Assim diz o Senhor: Ponha a casa em ordem, porque você vai morrer; você não se recuperará’”.
Arrumar a casa é uma “tarefa ingrata”, porém necessária. É acabar de limpar e as sujeiras já começam a surgir novamente. Todavia, quanto mais constantemente a deixarmos em ordem, menos trabalho para a próxima faxina teremos. A nossa vida não é diferente. Sempre existem coisas das quais precisamos remover. E como não temos a “informação privilegiada” que o rei Ezequias recebeu, a hora de colocar a casa em ordem é sempre AGORA! E assim, nosso epitáfio poderá ter inscrito não palavras de lamento, mas de “missão cumprida”, conforme o apóstolo Paulo escreve em II Timóteo 4.7: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé”.
Gustavo M. Santos

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Deus e o posto Ipiranga

Qual a relação entre Deus e o posto Ipiranga? Em primeiro lugar, gostaria de dizer que Deus tem resposta para todas as coisas. Assim como os comerciais mostram: tudo que tiver que perguntar, pergunta lá no posto Ipiranga; eu diria: tudo você pode encontrar resposta em Deus. Talvez não seja a resposta que você queira ouvir, mas seja a que Ele tem para te dizer. Entretanto, eu diria que o melhor a fazer não é buscá-lo apenas quando você está se sentindo “vazio”, quando suas forças se esgotam – até porque uma hora talvez você não consiga chegar até ele para renovar-se. Como está escrito: “a vida é um sopro”, então meu conselho é: busque-O enquanto é tempo...
Uma segunda observação é que Ele está disponível para você 24 horas por dia (am.pm.). Todavia, não o enxergue como um “Deus de conveniência”, ou seja, interessadamente. Ele quer ser mais do que um Criador distante, Ele anseia um relacionamento de pai, de amigo contigo.
E por fim, eu gostaria de dizer que servi-lo é ter mais do que quilômetros de vantagens... É ter vida plena, vida eterna! Contudo, mais importante do que olhar aquilo que Ele pode lhe oferecer, é conhecê-lo. Portanto, a você que se dispôs a ler esse escrito, deixo o Salmo 34.8: “Provem, e vejam como o Senhor é bom. Como é feliz o homem que nele se refugia!” Portanto, não basta ouvir, você precisa provar da maravilhosa graça de caminhar com Deus. Esse é o meu desafio para você: PROVE E VEJA QUE DEUS É BOM. Certamente, experimentará da bondade divina e encontrará a felicidade de confiar e se refugiar nEle.
Gustavo M. Santos

terça-feira, 15 de abril de 2014

Quem paga a conta?!

Se você não é filho único, possivelmente passou por alguma situação (uma briga ou um incidente) na infância da qual você falou: “Foi ele/ela quem começou...” – referindo-se a seu/sua irmão/irmã. Esta ocorrência pode ser chamada de: a síndrome de Adão e Eva. Foi essa atitude que eles tiveram ao entristecerem o Criador quando falharam em obedecê-lo. Adão disse: “Foi culpa da mulher”. Eva então replicou: “Foi culpa da serpente”. A verdade é que temos dificuldade em assumir responsabilidades, principalmente no que se refere a erros. A nossa tendência é querer sempre colocar “na conta” do outro...
Em contrapartida, existe um ditado cujo dizer é: “Quem senta na ponta paga a conta”. Então lhe faço o convite para... SENTAR NA PONTA! Isso implica em assumir responsabilidades, inclusive as que são “onerosas”. Em I Coríntios 6, Paulo faz uma dura crítica a igreja porque teve notícias de que os cristãos estavam processando uns aos outros para resolverem algumas questões, e no vs.7, ele diz o seguinte: “Só o fato de haver entre vós processos judiciais uns contra os outros revela que já estais derrotados. Em vez disso, por que não deis preferência a sofrer a injustiça? POR QUE NÃO ARQUEIS COM O PREJUÍZO?”.
Em Isaías 6.8, vemos um exemplo positivo de alguém que chama para si a responsabilidade. O profeta Isaías tem uma visão onde Deus se pergunta: “Quem enviarei [para dizer umas verdades para o povo]?”. E prontamente, ele responde: “EIS-ME AQUI. ENVIA-ME!”. Que possamos aprender com este homem a ter coragem e prontidão para “pagar as contas” que a vida nos propõe como desafio, independente de quão complicadas estas possam parecer!
Gustavo M. Santos

terça-feira, 1 de abril de 2014

União X Unidade

Em 2009, uma campanha realizada pelo Banco do Brasil utilizou como slogan: “As nossas diferenças fazem a diferença”. Ou seja, a nossa individualidade como ser humano, somada a particularidade do outro, é como um quebra-cabeça que se completa e trazem um melhor resultado para ambas as partes.
Esta é uma das brilhantes características da igreja: a capacidade de colocar em um mesmo lugar pessoas que, se não fosse o “elo divino”, jamais se encontrariam em nenhum outro local. Contudo, Cristo propõe algo além de um ajuntamento. Em Efésios 4.13a está escrito: “(...) que todos cheguemos a UNIDADE da fé”. Em João 17.23, quando Jesus ora, ele também clama por perfeição na unidade, afirmando que é isto que fará o mundo conhecê-lo.
Para falar de unidade, é interessante diferenciá-la de união. A união é uma junção; uma aliança (termo também usado para o casamento); o que subentende que é passível de separação. A unidade vai além. Em sua definição no dicionário Michaelis, encontram-se: 1. Qualidade do que é único. 2. Identidade de propósito; ação combinada de diversos agentes com a mesma finalidade.
Enfim, o que Deus anseia para nossas vidas é que sejamos UM. Não é simplesmente a soma de dois elementos, mas uma fusão onde passa a existir uma nova identidade firmada em Cristo. Somente quando enxergamos que a vitória – bem como a derrota – é mais uma questão coletiva do que pessoal, e que nosso alvo deve estar voltado para o Reino, é que estamos caminhando em direção à vontade de Deus para nossas vidas. 

Gustavo M. Santos

sábado, 15 de março de 2014

Assalto ao coração amado

A mídia é um retrato da realidade que nos encontramos quando o assunto é relacionamento a dois. O troca-troca de casais revela a banalização do “amor”, sendo tão raro se deparar com relacionamentos duradouros que casais com longo tempo de vida conjugal são ovacionados e questionados sobre a “fórmula do sucesso”.
As pessoas cada vez mais têm se envolvido com outras apenas para suprir uma carência afetiva, para satisfazer desejos sexuais e coisas do tipo. E você consegue perceber qual a base de atitudes como essa? O egoísmo... Isto nada mais é do que “usar” o meu próximo para benefício próprio!
E mesmo quando existe o consentimento de ambas as partes – ou seja: “eu te uso e você me usa” – dificilmente não surgirão marcas de envolvimentos baseados nesse princípio, por mais que as pessoas não admitam isso. É como colar um papel crepom no outro e depois tentar separá-los...
Uma frase que se encaixa neste escrito é a do livro Pequeno Príncipe, de A. S. Exupery: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. E quando não assumimos essa responsabilidade, cometemos o crime mencionado no título deste, causando muitas vezes feridas, devastando sonhos, matando o precioso tempo de alguém – tempo este que não volta mais – por enxerga-la como um passatempo nosso... Isso é crueldade!

Portanto, o desafio proposto é que você não inicie algo que não esteja disposto a dar sequência. Não alimente esperanças do outro se não puder saciá-las. Respeite o ser humano como ele o é: uma criação especial e divina, assim como você. Ame ao próximo e a si mesmo.                                 
Gustavo M. Santos

sábado, 1 de março de 2014

Tá ligado?!

“Minha casa, minha vida” é mais do que um programa habitacional criado pelo governo federal no intuito de auxiliar a população a conquistar uma casa própria. É uma filosofia que retrata o modo que temos vivido com ditos populares como: “A casa é minha, a vida é minha e eu faço dela o que quiser”; ou ainda: “Da minha vida cuido eu”; “Deus deu a vida para cada um cuidar da sua”.
Na verdade, Deus não nos criou para caminharmos sozinhos. Um bom exemplo disso é a relação que a Bíblia faz entre a igreja e o corpo. Assim como o corpo humano é composto por muitos membros, cada qual com a sua importância e função, assim é o chamado para a vida em comunidade: estarmos ligados uns com os outros, cada um desempenhando um papel para que o organismo formado através deste conjunto trabalhe de forma saudável e plena.
Um versículo interessante que complementa esta verdade encontra-se em Efésios 4.2: “Sejam completamente humildes e dóceis, e sejam pacientes, suportando uns aos outros com amor”. Suporte, do qual se origina o verbo suportar, tem como definição: 1. Sustentação. 2. Apoio. 3. Aquilo em que alguma coisa se firma.
Portanto, a pergunta que eu lhe faço é: “Você tá ligado?!” Ou está vivendo somente para si?! O desafio proposto através deste escrito é que deixemos de enxergar a vida de maneira egoísta. Que façamos assim como o escrito de Efésios 2.4: “Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros”. Lembre-se: um cordão de três dobras – EU, VOCÊ E DEUS – não se rompe com facilidade (Eclesiastes 4.12b).
Gustavo M. Santos