sábado, 20 de abril de 2013

De mãos dadas


"De mãos dadas a caminhada é mais leve, mais segura,
pois como diz a Palavra: se um tropeçar, o outro prontamente ajuda.
Porém é necessário harmonia nas passadas, no andar lado a lado,
as pegadas precisam estar ritmadas, em um mesmo compasso.
Mas enquanto o sol brilhar, vamos seguindo o nosso trilhar,
confiando nAquele que nos fez e nos guia, quem nos uniu e nos dá sintonia,
o Próprio Amor, o Autor da Vida!"
Gustavo Moraes Santos

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Vida segura


Para mim, talvez o trânsito seja um dos lugares dos quais eu mais tenha dificuldade em ser cristão. Minha namorada sempre me repreende quando cometo alguma “falha”. Uma delas é no uso do cinto de segurança. Ao entrarmos no carro, assim que o coloco em movimento, basta um olhar para saber que me esqueci de algo. Ás vezes, para encobrir meu erro, faço alguma piada irônica: “A noite não é necessário usar o cinto, pois não tem muitos guardas de trânsito. Afinal, é para isso que usamos: para não levar multa, não é?!”
Por vezes, agimos assim na vida cristã. Sabemos que os mandamentos não foram criados como forma de punição, mas no intuito de direcionar-nos em um caminho seguro. Em 1João 5.3 está escrito: “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados”. Portanto, quando o Senhor orienta a não fazermos algo, o Seu intuito não é nos proibir de experimentar o doce sabor momentâneo do pecado, mas o real motivo é porque Sua imensa afeição paternal quer nos privar da amarga digestão que este prazer nos causará, consequências que algumas vezes são irreversíveis.
Em Deuteronômio 30.19 o Senhor diz: “... coloquei diante de vocês a vida e a morte, a bênção e a maldição. Agora escolham a vida, para que vocês e os seus filhos vivam”. Temos o direito de escolher qual caminho queremos seguir, mas Deus amorosamente nos indica a vereda segura.
Portanto, minha oração é que o incalculável amor divino sobre sua vida possa o constranger a tal ponto que você não se sinta seguro a menos que quem dirija a sua vida seja Aquele que é o próprio autor dela, e ninguém melhor que Ele para saber o nosso propósito, destino e trilhar.
Gustavo M. Santos

sábado, 30 de março de 2013

A Páscoa e o amor de chocolate


Uma das músicas mais tocadas do ano foi a do cantor de funk Naldo: “Amor de Chocolate”. Desconsiderando totalmente a letra da canção, fiquei pensando no título da mesma e a sua relação com a Páscoa, que cada vez mais se resume a comercialização de ovos de chocolate.
E o que seria um amor de chocolate? É algo que é gostoso, dá a sensação de prazer e pode causar dependência. Algo que por si só é amargo, e que somente quando passa por uma série de modificações torna-se algo agradável. Estas características levam a reflexão do texto de João 4.1-42.
A história é sobre uma mulher que tinha sede, mas não sabia como saciá-la. Por isso, ela buscava isso nas pessoas – mais precisamente, em relacionamentos. Por isso, já tivera cinco maridos e, no momento, estava com um sexto homem, mas não mais casada. E o que isto tem a ver com o amor de chocolate?
A verdade é que esta mulher reflete a nossa atual geração: pessoas que buscam prazeres momentâneos, que tentam encontrar satisfação em lugares e pessoas, e por fim, acabam em vícios (bebidas, relacionamentos, entre outros) e frustrações.
Entretanto, a Páscoa – em seu real sentido – remete a Cristo e a Sua ressurreição. O mesmo que, rompendo preconceitos e paradigmas, vai ao encontro da mulher e lhe oferece água da vida. Esta água que também nos é acessível, conforme Apocalipse 22.17: “Aquele que tem sede venha. E quem quiser receba de graça da água da vida”.
E você, aonde tem buscado satisfação? No Salmo 34.8 está escrito: “Provem, e vejam como o Senhor é bom. Como é feliz o homem que nEle confia”. Rompa com o preconceito e experimente Deus. Deixe que Ele transforme sua vida e verás o processo, da amargura para a doçura, no seu interior.
Gustavo M. Santos

quarta-feira, 20 de março de 2013

A cruz (†) e a paixão (♥)


Cruz. Chaveiros, joias, enfeites, adesivos e camisetas estampadas comercializando esta imagem. Mas o que há de tão atraente nesta figura? Em Deuteronômio 21.23 está escrito: “(...) qualquer que for pendurado num madeiro está debaixo da maldição de Deus”. Ou seja, a cruz era sinônimo de maldição, punição e execução de criminosos.
Paixão. Sentimento avassalador, afeição muito forte, podendo levar o indivíduo a insanidades (o que é conhecido como crime passional).  Também é o termo teológico cristão utilizado para descrever os eventos e os sofrimentos – físicos, espirituais e mentais – de Jesus nas horas que antecederam seu julgamento e sua execução através da crucificação. 
A pergunta é: qual a relação existente entre a cruz e a paixão? A resposta mais adequada é que A PAIXÃO DE CRISTO É VOCÊ! "Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu único Filho, para que todo o que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna”. (João 3.16). Jesus aceitou ser homem, sabendo que o seu destino seria a cruz, porque Seu amor por nós é incalculável, inexplicável, incondicional!
A atratividade da cruz reside no Deus que transforma histórias e significados. O que era símbolo de morte nos traz vida. O inocente em quem não se encontrava pecado algum carrega a nossa culpa. Ele se faz maldição para nos abençoar. “O castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados”. (Isaías 53:5).
Tudo isto pode lhe parecer loucura, e de certa forma, ela é. A paixão é excessiva, extravagante, um ímpeto de um ser para o que ele deseja. A loucura do Criador que se coloca na condição de criatura. Do Autor da Vida que aceita ser morto. E o crime que Ele comete para ser condenado? Amar-nos em demasia!
Gustavo M. Santos

domingo, 10 de março de 2013

Sobre algumas leis da vida


Um dia desses, estava na academia, quando ouvi dois rapazes conversando sobre as expectativas para o final de semana (festa, bebida, mulheres) e um deles disse:
- Perdemos o nosso parceiro. Agora que ele noivou, ficou difícil!
- Ah, mas se ele quiser, pode dar uma “escapadinha”... – respondeu o outro.
- Complicado. Acho que ele tem que sossegar mesmo.
- É verdade, porque se ficar saindo com outras, uma hora acaba “caindo a casa”... E outra: esse “negócio” vicia!
Fiquei pensando nas motivações que se passava na cabeça daquele jovem com relação à fidelidade: ser desmascarado, viciar em ter várias mulheres não deveria ser os motivos pelos quais as pessoas não traiam seu parceiro em um relacionamento. O problema é que na “sociedade descartável” em que vivemos aonde tudo é substituível, as pessoas passam a ser vistas como objetos usáveis para uma satisfação própria.
Entretanto, não podemos esquecer aquilo que é conhecido como a Lei da Compensação: aquilo que você faz a alguém hoje e recebe de volta por outra pessoa amanhã, seja algo bom ou ruim. Em outras palavras, é o que também conhecemos como a Lei da Semeadura, escrita em Gálatas 6.7: “Pois o que o homem semear, isso também colherá”. Portanto, nossa vida é como um eco, isto é, aquilo que recebemos está em grande parte refletindo aquilo que estamos transmitindo.
E para que tenhamos uma vida plena, Jesus nos ensina a lei pela qual devemos caminhar: a Lei do Amor, escrita em Gálatas 5.14: “Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. Se amarmos o próximo como amamos a nós mesmos, certamente nossas atitudes e palavras resplandecerão, e não serão escuridão.
Gustavo M. Santos 

sexta-feira, 1 de março de 2013

Morte que traz vida


Em julho de 2012, três rapazes na casa dos 20 anos perderam a vida no ataque do cinema em Denver ao enfrentarem as balas para proteger as namoradas. Os três jovens usaram os próprios corpos para proteger as namoradas dos tiros disparados por James Holmes, autor do massacre durante a estreia de Batman em Denver, sendo considerados heróis.
A reação das três vítimas foi mais do que um ato de coragem, foi uma prova de amor. Eles morreram para que suas amadas permanecessem vivas. Conhece uma história parecida? Em João 3.16 está escrito: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna”.
Esse – que é um dos versículos mais conhecidos da Bíblia – é uma declaração do amor do Pai para a humanidade. Em Isaías 53.10 diz que “foi da vontade do Senhor esmagá-lo e fazê-lo sofrer”. Isto é, o Senhor dos Senhores escolheu ser um frágil ser humano para percorrer o caminho da cruz, morrendo para que tenhamos vida!
E mais do que os três jovens que morreram por suas namoradas, Cristo morreu por todos nós, inclusive os ladrões, assassinos, adúlteros, ateus, eu e você. Ou seja, Ele não morreu apenas por quem “merecia” o Seu amor, mas por todos, sem exceção. Romanos 5.8: “Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores”.
Este é um amor que não pode ser simplesmente compreendido. Ele precisa ser vivido. Portanto, minha oração é para que você reconheça tamanha demonstração do amor divino e tenha o ímpeto de retribuir o dom da vida da melhor forma: entregando-se também a Ele – de todo coração, alma, entendimento e força.
Gustavo M. Santos

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A graça do ordinário


Quando ouvimos a palavra utilizada no título deste escrito, a tendência é pensar pejorativamente, porém ao verificar no dicionário Michaelis, duas das definições desta palavra são: 1. O que é habitual. 2. Modo habitual de viver ou de proceder. Portanto, ordinário refere-se aquilo que é comum, frequente.
E ao pensarmos na vida, convenhamos, ordinário é uma palavra que tem muito a ver com ela. A vida é cheia de repetições, de rotinas. Todos os dias: dormimos, acordamos, comemos, estudamos/trabalhamos; ou seja, a maior parte do nosso tempo é constituída daquilo que constantemente vivenciamos. E sabe o que acontece? Muitas pessoas se cansam, estressam, rompem relacionamentos porque não aguentam mais a rotina... A questão é: como encontrar graça no ordinário?
Creio que a resposta para esta pergunta está mais ligada ao modo como enxergamos a vida do que a maneira como procedemos. Aliás, a nossa perspectiva vai determinar nossas iniciativas. Aprendendo com o Mestre e Autor da Vida, observemos algumas de suas atitudes.
1.    Contemplação: “Observem as aves do céu...” (Mateus 6.26). Este é apenas um exemplo das muitas vezes que Jesus ensina-nos a contemplar a natureza e tudo aquilo que nos cerca e enxergar o milagre divino ao nosso redor e ser grato por isso.
2.    Viver o presente: “Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia.” 
(Mateus 6:11).
Ele também nos ensina a viver um dia de cada vez. O presente não precisa ser uma repetição do passado, e nem um aguardar do futuro. Hoje é uma oportunidade nova para fazer diferente, para ser intenso, para abandonar a passividade e recomeçar a escrever a própria história.
Que você aprenda com Cristo a extrair o extraordinário do ordinário e viver a vida vividamente.
Gustavo M. Santos

domingo, 10 de fevereiro de 2013

A falha do verbo TO BE


O verbo “TO BE” – que acredito ser considerado o mais conhecido da língua inglesa – pode expressar dois significados: ser ou estar. Entretanto, você consegue observar o abismo que separa essas duas traduções? Para exemplificar, vejamos o que o Paulo escreve na carta aos Filipenses 4.4: “Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos!”
Este é um dos escritos conhecido como epístolas da prisão, ou seja, o apóstolo a redigiu quando estava encarcerado. Paulo instrui aos seus leitores acerca da alegria enquanto passava por momentos difíceis, preso justamente por falar em nome do Senhor – o mesmo por meio de quem ele fala para nos alegrarmos. A grande questão é que este homem não estava, mas era alegre.
A pergunta que eu lhe faço a esse respeito é: você é feliz? Podemos estar felizes por aproximar-nos de mais um final de semana, por ocasião de um feriado prolongado, por conseguir algo que almejávamos ou qualquer surpresa inesperada. Todavia, geralmente o estado de euforia é passageiro e ao nos depararmos com alguma dificuldade, podemos ter a sensação de que tudo parece desmoronar...  
Jesus parece ter o remédio para solucionar este problema. Se a alegria pode ser interrompida por aquilo que rouba a nossa paz, ele diz: “Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbem os seus corações, nem tenham medo”. (João 14.27)
A paz que excede todo entendimento. A alegria que independe de circunstâncias. A inquietude que se cala diante da confiança em algo maior. O medo que se dissipa quando ouve um sussurrar divino. O Verbo que muda o sentido da vida: do estar para o ser feliz, e que convida todos para experimentarem da sua plenitude.
Gustavo M. Santos

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Uma dívida de gratidão (baseado em Lucas 17.11-19)


Conta a história que dez homens sofriam de lepra. Esta enfermidade feria o indivíduo das mais diversas maneiras:
* fisicamente, já que gerava feridas mal cheirosas e purulentas que, com o tempo, iam se espalhando e corroendo todo o corpo;
* socialmente, porque era isolado do convívio com as outras pessoas, do qual nem mesmo a própria família os visitava;         
* emocionalmente, pois mediante a situação, não havia sonhos, futuro ou esperança, apenas um aguardar da morte;                     
* espiritualmente, visto que a doença também tinha a conotação de impureza e pecado, nem mesmo no templo era permitido que entrassem.
Apenas um milagre poderia transformar a situação das pessoas e exterminar a lepra de suas vidas. E quando Cristo se aproxima, é possível enxergar a luz no fim do túnel. A misericórdia alcança aqueles homens! Uma bela história se assim terminasse... Mas ela continua, e o texto relata outra lepra que assolava nove dos dez homens: a INGRATIDÃO. Apenas um voltara para agradecer Jesus, sendo este samaritano (lembrando que este povo era rival dos judeus). Não é um absurdo?! Eles não receberam um copo de água, mas a vida de volta!
A verdade é que temos facilidade em criticar, mas muita dificuldade em elogiar, em sermos gratos. Costumamos colocar flores sobre o caixão e caminhar com pedras nas mãos... Você lembra quem esteve ao seu lado em momentos difíceis da sua vida? Ou de alguém que lhe fez um favor quando você tanto precisava? E de que forma você correspondeu essas atitudes?
O desafio que proponho é o exercício da gratidão, dívida esta que não é pagável com juros monetários, mas com nobreza de caráter, de espírito, de coração; porque a gratidão não é fruto da felicidade, mas a felicidade é consequência da gratidão. 
Gustavo M. Santos

domingo, 20 de janeiro de 2013

Sociedade estupidamente gelada

Se você costuma fazer suas refeições em frente à televisão, certamente o seu prato é composto de: arroz, feijão e sangue. Os noticiários mostram diariamente roubos, assassinatos, guerras. As estatísticas revelam que 500 mil brasileiros foram vítimas de homicídio nos últimos dez anos. E sabe qual é a parte mais absurda de tudo isso: é que acostumamos com esta situação...
A frieza tomou conta da sociedade. Passamos por necessitados e fingimos que não vimos. Se presenciamos uma injustiça, preferimos nos abster para não “perdermos” nosso tempo com problemas alheios. Se alguém ao nosso redor foi assaltado, chegamos a pensar: “Ainda bem que não foi comigo...”.
Certa vez, estava assistindo um desses programas jornalísticos sensacionalistas, quando o apresentador disse: “A cada dia que conheço mais o ser humano, confio mais nos cachorros que tenho na minha casa”. Sinceramente, creio que ele não é o único.
Contudo, existe alguém que acredita em cada um de nós. Este alguém é Deus. O Arquiteto do Universo, que também projetou o corpo humano com detalhes assombrosamente minuciosos nos coloca como o ápice da sua criação. E sua crença não consiste em quem somos, mas em quem Ele é. Em Ezequiel 36.26 está escrito: “Darei a vocês um coração novo e porei um espírito novo em vocês; tirarei de vocês o coração de pedra e lhes darei um coração de carne”.
Para tamanha transformação, o Senhor baseia-se no amor. Em Gálatas 5.14 diz: “Toda a lei se resume num só mandamento: AME...” O amor pode reaquecer os corações gelados, pode renovar a esperança, pode derrubar muros e construir pontes.
Não espere mudanças por parte dos governantes, dos militares ou de grupos ativistas. Seja a mudança. Permita que Deus mude a sua vida e faça parte da mudança do próximo.
Gustavo M. Santos